CURSO DE GRAFOTÉCNICA E DOCUMENTOSCOPIA EM ARAÇATUBA - 2019

O Curso de Grafotécnica e Falsidade Documental, realizado pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen/SP) e ministrado pela perita judicial, Mara Cristina Tramujas Calabrez Ramos, reuniu 87 pessoas na tarde do último sábado (28.09) em Araçatuba.
 
 
87

Participantes


Quantidade de participantes do curso
A professora e perita com mais de 10 anos de experiência iniciou o curso, realizado no Botânico Hotel, apresentando as diferenças entre um documento digital e digitalizado, assim como os desafios ao reconhecimento de falsificações trazidos por essas novas tecnologias. “O primeiro nasce em meio eletrônico, isto é, não há o original, enquanto o segundo nasce no meio físico e é trazido para o digital. O nosso problema com documentos digitais e digitalizados é conseguir descobrir se houve fraude ou não na emissão. Então, caso você receba esse documento, é importante saber o canal de busca da veracidade dele. Na dúvida, não hesite em buscar o órgão competente”, afirmou..
Em seguida, Mara Cristina explicou a definição teórica de Grafotécnica e Documentoscopia. “Ambos fazem parte da criminalística e têm como objetivo a verificação da autenticidade ou da autoria do grafismo, ou seja, do lançamento caligráfico, e da emissão do próprio documento”, resumiu. Durante a apresentação, a perita apresentou diversas técnicas de comparação de assinaturas e detalhes de documentos que são importantes no reconhecimento de falsificações. "Quando uma pessoa faz uma assinatura, ela não a faz com a mão, e sim com o cérebro. Cada assinatura tem características próprias e a análise é algo complexo”, afirmou a professora. O padrão comportamental de fraudadores habituais também foi um dos assuntos abordados pela perita em Grafotecnia e Documentoscopia pelo Conselho Nacional de Peritos Judiciais da República Federativa do Brasil (Conpej). “Um fraudador não vai uma vez só ao cartório, ele vai várias vezes para observar o comportamento do atendente”, explicou a palestrante. “Por isso, é muito importante prestar atenção em quem entra no ofício, atender com o máximo de cautela, conversar com o cliente”.
Os alunos ainda tiveram a oportunidade de analisar assinaturas e documentos na prática, utilizando lupas e luzes especiais. Para a perita, os instrumentos são essenciais para determinados casos de verificação de tentativas de fraude. “Não tem como um oficial exigir dos funcionários uma análise técnica mais rigorosa, se este não concede os equipamentos mínimos necessários”, declarou. Mara Cristina encerrou o curso ressaltando a importância de seguir um Procedimento Operacional Padrão (POP). “Um profissional que trabalha com identificação de documentos, seja uma autenticidade ou autoria, tem que ter um procedimento padrão. Esse profissional tem que escolher o que olhar de forma correta e fazer esse olhar de forma correta. Normalmente, quando você desenvolve um padrão, a sua curva de erros diminui, porque você passa a ter um cuidado no que faz”, finalizou.

Opinião de quem participou “Gostei bastante do curso, foi bastante instrutivo. A professora passou muitos detalhes que precisamos saber para o dia a dia da profissão, principalmente, para o trabalho de balcão que a gente precisa fazer a análise rápida das assinaturas, para atestar se são autênticas ou não. Saí daqui com muito mais bagagem”, Milena Hatanaka, oficial do Registro Civil de Nova Independência “O curso foi muito importante, principalmente para quem está ali no balcão diariamente e precisa identificar as falsificações. Muitas dúvidas sobre fraudes foram esclarecidas, além de dicas de atendimento, de como saber lidar com as pessoas em determinadas situações. É muito importante sabermos técnicas de grafoscopia e documentoscopia para aplicarmos ao dia a dia no cartório”, Larissa Marchi, escrevente do Registro Civil de Andradina. “Acrescentou muito para a minha profissão. Achei ótima a aula, aprendemos a lidar com documentos, a observar a postura das pessoas no recebimento de documentos, a aula foi muito valiosa. Com certeza recomendaria a outros oficiais”, Daniel Franco, oficial do Registro Civil de Murutinga do Sul. “A gente teve uma nova visão, principalmente em relação à análise da assinatura, da gênese e as gramas. Vai ajudar bastante no cartório, vamos ter um olhar mais analítico na hora de fazer o reconhecimento de firma, uma verificação bem mais profissional”, Isadora Barbosa, oficial do Registro Civil de Lavínia.
Fonte: Assessoria de Imprensa